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Ser sensível é um defeito? 5 formas de transformar a sensibilidade em força de vida!

Tempo de leitura: 12 min

Escrito por Leninha Bochiski

Será que ser sensível é um defeito, como algumas pessoas dizem, ou é apenas uma forma de enxergar o mundo de um jeito mais leve?

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Se você já ouviu alguém dizer: “Nossa, você é sensível demais!” talvez tenha sentido que sua sensibilidade é um problema, algo que deveria mudar.

Mas será que ser sensível demais é realmente um defeito? Ou será que isso pode ser um presente disfarçado?

A verdade é que a sensibilidade extrema pode tanto ajudar quanto atrapalhar, dependendo de como lidamos com ela.

Neste artigo, falarei sobre esse assunto delicado, que é motivo de discussão nas famílias, no trabalho e nas rodas de amigos.

Falarei também da minha experiência com esse rótulo de “sensível demais” e como fiz para continuar sendo eu mesma e não me magoar quando as pessoas apontavam o dedo para mim. Vamos lá?

Será que ser sensível é um “defeito” muito difícil de lidar?

A sensibilidade vai além de apenas se emocionar facilmente, pessoas consideradas muito sensíveis, normalmente apresentam algumas características que as diferenciam das outras pessoas:

  • Percebem detalhes que os outros ignoram.
  • Sentem profundamente as emoções (próprias e dos outros).
  • Se afetam facilmente pelo ambiente.
  • Possuem empatia elevada.
  • Precisam de mais tempo para processar emoções intensas.

Existe até uma denominação comum na psicologia chamada PAS – Pessoas Altamente sensíveis, aqui no final do artigo farei alguns apontamentos sobre esse termo, então leia o texto completo, para não perder.

Mas, o que eu posso falar mais livremente (por experiência) é sobre aquela sensibilidade mais fina, quando no meio das discussões algumas pessoas estão achando tudo normal e quem é mais sensível se magoa, chora, e acaba ficando com o rótulo de “sensível demais”.

Recebi esse rótulo durante muito tempo! Em casa eles falavam assim: “Não dá para conversar com você, porque tudo você se magoa”.

Então, eu fui me acostumando a achar que ser sensível era um defeito, comecei fazer várias terapias energéticas, dentre elas o Ho’oponopono, porque achava que se eu “curasse” isso em mim, as pessoas falariam mais comigo, ou me tratariam melhor.

É isso! Eu achava que era uma doença ser sensível, que precisava curar, mudar, esconder…

Foi então que comecei prestar atenção em alguns comportamentos meus, em como algumas pessoas me procuravam para conversar justamente porque eu tenho a habilidade de entender o que a pessoa está “sentindo”.

Muitos amigos falam: “Adoro conversar com você porque não julga, entende como me sinto, e acaba me dando alguma “luz” para lidar melhor com as situações”.

Então pensei: “Puxa, se ser mais sensível me ajuda a ajudar os outros, porque raios eu teria que “curar” essa qualidade em mim?

Então, a boa notícia é que achar que ser sensível é um defeito é errado, e que se souber lidar do jeito certo com essa característica, conseguirá entender melhor os outros, a si mesmo, e também poderá ver as situações de uma perspectiva mais solta e leve.

Quando a Sensibilidade Se Torna um Problema

Embora a sensibilidade seja uma qualidade incrível, ela pode se tornar um obstáculo, por isso é importante saber quando essa “qualidade” acaba se tornando um fardo e um problema para nós mesmos.

Veja abaixo, algumas características não tão boas de quem não sabe lidar com a própria sensibilidade:

  • Absorver os problemas dos outros como se fossem seus.
  • Sentir-se constantemente sobrecarregado emocionalmente.
  • Ter dificuldade em lidar com críticas.
  • Se deixar influenciar facilmente pelo ambiente e pelas emoções alheias.
  • Se fechar, ou evitar interações para não se machucar.

Nesses casos, a sensibilidade pode estar te impedindo de viver com leveza.

E a coisa mais incrível é que podemos “trabalhar” esses aspectos para transformar, o que é considerado fraqueza, em força.

Quando a Sensibilidade é uma Força

Aí em cima você viu os aspectos que podem fazer com que a sensibilidade seja um problema, e agora vou te mostrar outros pontos, provando que ser sensível também pode ser uma força para lidar melhor com o dia a dia.

Pessoas muito sensíveis costumam também possuir as seguintes características:

  • São mais criativas e intuitivas.
  • São grandes ouvintes e conselheiras.
  • São capazes de criar conexões profundas e verdadeiras.
  • São perceptivas e detalhistas.
  • São mais conscientes de si mesmas e do mundo ao redor.

A chave está em aprender a usar a sensibilidade a seu favor!

Eu tenho um amigo que sempre vem conversar comigo porque ele fala que eu consigo “ver” a situação do ângulo dele e mostrar pontos que ele mesmo não enxerga no próprio comportamento.

Assim, eu percebi que usando a sensibilidade com inteligência ela é muito mais positiva do que negativa.

Como Sair do Padrão de Sofrimento e Usar a Sensibilidade Como Força

Se você também é constantemente rotulado(a) de “sensível demais”, veja abaixo, 5 dicas práticas que ajudarão fazer da sensibilidade uma força na sua vida, e não uma provação.

1. Aprenda a Criar Barreiras Energéticas

Um ponto muito comum em quem é muito sensível é absorver as emoções das outras pessoas, o que costumamos chamar de “empatia”.

Se você sente que absorve as emoções dos outros, é importante aprender a se proteger. Veja algumas formas de fazer isso:

  • Estabeleça limites claros.
  • Evite se envolver em dramas que não são seus.
  • Pratique técnicas de aterramento, como respiração profunda e visualizações.

2. Desenvolva a Inteligência Emocional

Podemos chamar de inteligência emocional a capacidade de usar as emoções a nosso favor, criando uma base sólida e inteligente para nos relacionarmos melhor nos ambientes que convivemos.

A inteligência emocional ajuda a lidar melhor com os altos e baixos das emoções. Veja algumas maneiras de fazer isso no dia a dia:

Veja, quando achamos que ser sensível é um defeito, acabamos nos culpando pela sensibilidade, o que nos deixa ainda mais vulneráveis nos relacionamentos.

Durante muito tempo eu negava que era muito sensível, e a única coisa que consegui fazer foi esticar momentos de brigas familiares, me culpar por agir dessa maneira, até que acordei e comecei usar essa sensibilidade para me ajudar a me relacionar melhor com minha família e amigos. 

3. Reforce Sua Autoestima

Talvez essa devesse ser a primeira dica, porque quando temos nossa autoestima elevada dificilmente nos importamos com o que os outros falam/pensam sobre nós.

De qualquer forma, SEMPRE tenha uma autoestima saudável, SE conheça melhor, pois quando sabemos COMO agimos, conseguimos dominar os ambientes e não nos intimidamos com possíveis rótulos que nos sejam imputados.

Muitas pessoas sensíveis sentem que “não são boas o suficiente” ou que “precisam mudar”.

Trabalhar a autoestima é essencial para quebrar essas crenças. Veja alguns pontos a considerar:

  • Lembre-se de suas qualidades e talentos.
  • Cerque-se de pessoas que respeitam sua sensibilidade.
  • Pratique o autoamor e a autocompaixão.
  • Se acolha e nunca se ache culpado(a) por sentir mais que as outras pessoas!

4. Evite a Sobrecarga Emocional

Quando não conseguimos lidar bem com nossos sentimentos e ainda pegamos as emoções dos outros, costumamos sofrer uma sobrecarga, que pode ser muito prejudicial ao longo do tempo.

Para evitar que essa sobrecarga ocorra, experimente praticar essas ações abaixo:

  • Reserve momentos para ficar sozinho(a) e recarregar as energias.
  • Pratique atividades que tragam paz e equilíbrio, como yoga e caminhadas na natureza.
  • Aprenda a dizer “não” quando necessário.
  • Pratique o autoconhecimento para entender melhor os gatilhos que levam ao excesso de sensibilidade.

5. Ressignifique Sua Sensibilidade

Quando ouvir alguém dizer que ser sensível é um defeito, comece a criar novos caminhos neurais sobre isso, praticando afirmações que ajudarão a dar um novo significado para sua sensibilidade.

Veja algumas afirmações que poderão ajudar:

EU SOU uma pessoa feliz e amorosa, e consigo me relacionar muito bem com as outras pessoas!

EU SOU feliz com a minha sensibilidade, e posso ajudar as outras pessoas com a minha maneira de criar vínculos mais facilmente.

EU USO minha sensibilidade para enxergar os outros de maneira mais transparente, ajudando-os a verem a si mesmos como pessoas de bem!

Essas afirmações ajudarão a ressignificar o conceito da sensibilidade na sua mente, permitindo criar novos caminhos neurais onde ser sensível não é um problema, mas uma qualidade apreciada e muito útil!

O que é uma Pessoa Altamente Sensível (PAS)?

Não tinha como fazer um artigo sobre sensibilidade e não falar dessa peculiaridade das pessoas que são PAS.

Tive uma amiga que era diagnosticada como PAS e percebia que ela realmente tinha uma forma muito diferente de lidar com assuntos que, para pessoas sem essa peculiaridade, seriam fáceis de assimilar sem criar problemas emocionais.

Ela sofria com episódios muito dramáticos de séries e filmes, tinha uma reação excessiva perante notícias de casos de abuso e até mesmo catástrofes naturais deixavam-na completamente “passada”.

Pelo que entendi são feitos vários tipos de testes para se chegar nesse diagnóstico, e uma vez descoberto, é preciso tomar cuidado com situações muito traumáticas (de todo tipo, não só pessoal).

O que significa ser uma Pessoa Altamente Sensível?

O termo Pessoa Altamente Sensível foi criado pela psicóloga americana Elaine Aron, que estudou esse traço de personalidade a fundo.

Segundo suas pesquisas, cerca de 15% a 20% da população possui esse tipo de sensibilidade aguçada, que não é um defeito nem uma síndrome – é apenas um jeito diferente de processar o mundo.

Pessoas Altamente Sensíveis possuem um sistema nervoso que capta mais informações e detalhes do ambiente ao seu redor.

Isso significa que elas percebem nuances que outras pessoas podem ignorar, desde pequenas mudanças no tom de voz de alguém até a energia de um lugar.

Elas também costumam se sentir mais afetadas por sons altos, luzes fortes e até mesmo cheiros intensos.

Principais características de uma PAS

Como você viu acima, não se trata de uma doença, mas sim uma condição diferenciada da nossa mente.

Na época que me falavam que ser sensível é um defeito, não se falava sobre PAS, porque senão iriam querer me levar ao médico para me diagnosticar!

Abaixo, mostro alguns pontos que indicam uma personalidade de PAS. Veja se você se identifica com algum:

  • Sensibilidade a estímulos sensoriais: barulhos, luzes fortes, cheiros intensos e até texturas podem incomodar muito.
  • Empatia profunda: captar e sentir as emoções dos outros como se fossem suas.
  • Necessidade de tempo sozinha: depois de interações sociais ou um dia agitado, sente necessidade de se recolher para recarregar as energias.
  • Facilidade em perceber detalhes: percebe mudanças no ambiente e nos sentimentos das pessoas ao redor.
  • Processamento profundo das informações: pensa bastante antes de tomar decisões e analisa tudo com profundidade.
  • Sensibilidade à crítica: tende a levar comentários negativos mais a sério do que outras pessoas.
  • Forte conexão com a arte e a natureza: sente emoções intensas ao ouvir música, ver uma pintura ou estar em contato com a natureza.

Não vou mentir, quando vi essa lista na hora da pesquisa, me identifiquei com alguns pontos.

Eu tenho MUITA conexão com artes em geral e natureza. Chego chorar em espetáculos de orquestra e apresentações de balé, como se a energia dos artistas estivesse falando diretamente com meu coração.

Preciso mesmo de tempo para ficar sozinha, principalmente depois de participar de eventos com muitas pessoas, ou estar em aglomerações (shows principalmente).

Dessa lista eu já consegui deixar controlados, a empatia (hoje entendi que é melhor ter compaixão), e também não ligo mais para críticas, que era uma coisa que me deixava totalmente para baixo, porque eu tinha uma BAIXA autoestima.

Por isso que eu falo que SE CONHECER é o melhor caminho para entender também o excesso de sensibilidade!

Como lidar com a alta sensibilidade?

Se você sentiu conexão com os itens que coloquei acima, pode estar se perguntando o que fazer com tudo isso, então vou deixar alguns itens para você pensar e trabalhar em si mesmo(a) e se blindar no dia a dia:

  • Respeite seus limites: não se force a estar em ambientes que drenam sua energia.
  • Crie momentos de pausa: tenha um espaço tranquilo para se recuperar após situações intensas.
  • Aprenda a dizer não: nem tudo precisa ser absorvido, nem todas as emoções dos outros precisam ser sentidas por você.
  • Pratique o autoconhecimento: entender suas emoções ajuda a lidar melhor com elas.
  • Aposte em atividades relaxantes: meditação, caminhadas na natureza e hobbies criativos podem ajudar a equilibrar suas emoções.

Veja, existe uma diferença sutil entre empatia e compaixão:

A empatia faz a gente absorver e vibrar na MESMA emoção da outra pessoa, e isso é ruim porque ficamos sem poder ajudar, já que estamos nos sentindo da mesma forma.

A compaixão é a maneira de perceber e entender o que o outro está passando, sem SENTIR a mesma emoção.

Ou seja, ficamos em uma posição tranquila e desapegada e podemos ajudar sem nos envolver. O IDEAL!

Ser sensível é um defeito apenas na cabeça de quem não entende das coisas! Sensibilidade não é fraqueza!

Muita gente confunde sensibilidade com fraqueza, mas ser altamente sensível é, na verdade, um grande presente.

As PAS costumam ser intuitivas, criativas e extremamente humanas.

O segredo está em entender como usar essa característica ao seu favor, sem se sobrecarregar.

Eu desejo que esse artigo explicando melhor sobre emoções e também derrubando o estigma de que ser sensível é um defeito, ajude você a SE acolher mais quando receber um rótulo.

Uma forma muito boa também de aceitar e lidar melhor com a sensibilidade é se CONECTAR com a Centelha Divina e, para isso, recomendo que conheça meu e-book “Tenho que Dizer: VOCÊ É DEUS”.

Trata-se de um livro digital onde conto minha história com a espiritualidade e também ensino 12 exercícios práticos para se CONECTAR com seu Deus Interior, e ter uma vida mais leve, saudável e feliz! 

E você? Já foi rotulado(a) como “sensível demais”? Conte nos comentários, vamos compartilhar conhecimento!

Lembre-se sempre: VOCÊ TEM PODER!

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